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Como a Leitura Dinâmica Pode Acelerar Sua Aprovação



Independente de onde vivemos, que língua falamos ou quão ricos ou humildões nós somos, uma coisa é certa: Ninguém tem tempo para nada. Parece que o advento da internet e das redes sociais trouxe com ele uma velocidade que exterminou os momentos de calmaria.


Estudar dignamente para concurso, neste contexto, parece até um pensamento utópico. Não é à toa que tem gente que aproveita qualquer tempinho para meter a cara nos livros, até mesmo quando está em pé dentro do busão depois de ir trabalhar. É dureza!


A leitura dinâmica consiste em uma série de exercícios que visam facilitar, otimizar e tornar mais rápido o processo de leitura, e claro que isso tudo se encaixa muito bem nessa nossa vida de correria. Como você é um concurseiro antenado, claro que está sempre buscando métodos para reter informações em menos tempo, e por isso, este post é especialmente para você ;)


O foco, hoje, não é exatamente a velocidade – isso vem com o tempo, de forma gradativa. A ideia é saber como a leitura pode render mais e permitir ao leitor uma possibilidade maior de absorver os conteúdos.


Como aplicar a leitura dinâmica aos concursos públicos?


Quem já estudou para pelo menos uma prova, sabe que o estudo para concurso não se parece com nada do que já foi estudado antes. Afinal, é uma montanha de matérias e conteúdos que precisam ser compreendidos em um curto espaço de tempo. Logo, as leituras dinâmicas de que ouvimos falar – para ler literaturas, por exemplo, não se aplicam muito bem a esse contexto.



1. Entenda que a leitura dinâmica não se aplicará a todas as disciplinas


Assim como fichas não servem para todas as matérias e assim como outros métodos não dão certo para tudo o que precisa ser estudado. Isso acontece porque cada assunto tem sua peculiaridade, e no caso da leitura dinâmica, pode-se dizer que ela vai cair muito bem para aquelas matérias baseadas em textos grandes. Por exemplo:


Cabe leitura dinâmica em: Atualidades, várias disciplinas de Direito, Administração financeira e Orçamentária, Auditoria e Economia. Além de História e Geografia, que não são frequentes em todos os concursos.


A leitura dinâmica também pode ser muito útil quando o conteúdo programático de um determinado concurso cobrar a leitura de bibliografias específicas, como é comum em concursos da área pedagógica, por exemplo, onde sempre há uma relação de obras.


Não vai dar certo em: Português, Matemática, Informática e Raciocínio Lógico.


Tais disciplinas não são dispostas em textos que contém um início e um fim, logo, precisam de outros tipos de métodos, como o estudo em tópicos, por exemplo.


2. Como funciona a leitura dinâmica


O cérebro humano absorve as informações por meio de imagens, como se tirássemos fotos das coisas com as quais nos deparamos. Quando lemos, o cérebro decodifica as informações e compara com o que já temos arquivado na memória. Se for algo já conhecido, entendemos a informação e a arquivamos. Porém, se for novidade, será necessário decifrar a informação. Isso explica porque conseguimos assimilar e aprender melhor um assunto que já conhecemos.


A leitura dinâmica objetiva “fotografar” informações cada vez maiores, deixando de ler por sílabas (como aprendemos na escola), para ler por palavra, em seguida por grupos de palavras e depois por frases. É como se você batesse o olho na informação e já pudesse decifrá-la sem a leitura parcial, de palavra a palavra.


3. Qual a utilidade da leitura dinâmica?


Muitos pensam que ler dinamicamente está associado somente à velocidade. O que não faria sentido! Do que adiantaria ler 30 páginas em 20 minutos se o conteúdo dessas não fosse absorvido?


Na verdade, a grande motivação da leitura dinâmica é que ela torna possível um nível de retenção maior do que a leitura convencional.


4. Mas e aí, como faço para ser um leitor dinâmico e aplicar esse conhecimento no meu estudo para concursos?


  • Primeiramente, amplie seu vocabulário!

Como dito antes, o cérebro trabalha decodificando as palavras, e claro que, quanto mais vocábulos estiverem arquivados na nossa memória, mais rápido conseguiremos ler, isso porque o cérebro não terá que decifrar palavras que não conhecemos. Para ampliar o vocabulário, o jeito é meter a cara nos livros. Não há forma mais certeira de conhecer novas palavras senão entrando profundamente no universo das palavras: os livros. Mas aqui vai uma ajudinha – as palavras a seguir são bem comuns em concursos públicos e muitos iniciantes não as conhecem.


Vinculado: Nos concursos, normalmente aparece em textos e enunciados com o sentido de “associado por vínculo” - associado, relacionado, conectado, afiliado, filiado, aliado.


Discricionário: É um termo que significa que haverá liberdade para optar entre as opções oferecidas (Aparece muito em provas de Direito Administrativo).


Liberalismo: Em resumo: Doutrina política que defende mais propriedades privadas e menos intervenção do estado – aparece muito em provas de atualidades.


Imprescindível e prescindível: um par de antônimos. O primeiro fala de algo de extrema necessidade, e o segundo fala de algo que não é necessário. Ambos vêm com força em provas de Português.


Conquanto: Essa conjunção é amorzinho nas provas de Português, significa, basicamente “ainda que” e serve para fazer concessões.


Excerto: A parte de um texto, basicamente “um trecho”.


  • Em segundo lugar, concentre-se!

Nem precisa dizer que a leitura, dinâmica ou não, necessita de desligamento total de tudo o que está ao redor. Desconecte o celular, sente ereto em um canto limpo e iluminado e perceba que só com isso já terá uma eficácia muito maior em sua leitura.


Para ler mais rápido, é preciso estar presente. Se possível, desligue-se até das pessoas que estão por perto.



  • Terceiro passo: Acabe com a subvocalização

Se você costuma fazer uma leitura labial enquanto os olhos acompanham as palavras, saiba que esse mecanismo reduz a velocidade da leitura e faz com que a mente vagueie por aí. Mas pera lá, então tem outros jeitos?


Entramos agora na principal técnica da leitura dinâmica: Para reduzir a subvocalização (esse mecanismo citado acima), é necessário fazer alguns exercícios, como cantar ou até contar de trás para frente enquanto lê. Parece loucura, né? Mas serve para que nosso cérebro desassocie nosso condicionamento errado em relação à leitura.


Mas lembre-se de que esse é só um exercício, não deve ser feito na hora de estudar sério. É um exercício de concentração que deve ser praticado por no máximo uns cinco minutos por dia.


Resumindo: O objetivo da leitura dinâmica é que a gente consiga ler as informações em blocos, e não em sílabas de cada palavra, como nos acostumamos a fazer. Para que isso ocorra são necessárias, basicamente, três coisas: A primeira é aumentar o vocabulário para que o mínimo de palavras precisem ser interpretadas e a leitura flua melhor; a segunda é se concentrar totalmente na atividade, e a terceira é fazer exercícios de concentração, que atacam a subvocalização – como tentar cantarolar enquanto lê algo com os olhos (lembrando novamente que é só um exercício, não deve ser usado quando for para estudar sério. A subvocalização “ler ao mesmo tempo com a boca e os olhos” costuma deixar a mente dispersa).


No início, talvez você não perceba muita rapidez na leitura, mas com certeza sentirá uma absorção bem maior de conteúdos. E com o tempo, a tendência é ler cada vez mais rápido.


Comece realizando o procedimento em assuntos que você já domina, pois isso fará o cérebro se adaptar à nova velocidade. Depois, parta para assuntos novos. Antes de utilizar leitura dinâmica nos estudos, tente fazer um panorama do que vai estudar: Observe os títulos e subtítulos e elabore perguntas que precisam ser respondidas com a leitura do texto – assim, o cérebro vai focar nas informações certeiras para o entendimento do texto!


Bons estudos, concurseiros(as)!

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