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Está Meio Perdido(a) Na Concordância Verbal? Vem Com a Gente!



Que a Língua Portuguesa é um dos conteúdos que mais aparecem em concursos, disso ninguém tem dúvidas! E que ao menos uma questãozinha de Concordância Verbal irá aparecer... também não é novidade. No entanto, apesar de tão popular, muitos candidatos erram questões desse conteúdo, seja por não encontrarem o sujeito, seja por não conhecerem os verbos impessoais ou por não terem segurança sobre os casos facultativos.


O post de hoje visa ensinar alguns truques para nunca mais errar questões de Concordância Verbal. Você verá que não tem segredo, basta observar quais são os tópicos mais predominantes cobrados pelos concursos públicos e entendê-los de uma vez por todas.


1. Se tem sujeito, o verbo concorda com ele


A primeira coisa a se falar sobre Concordância Verbal é acerca da necessidade de se encontrar o núcleo do sujeito da oração. Essa relevância se dá devido ao fato de que é o sujeito quem rege o verbo, ou seja:

Sujeito no singular: Verbo no singular.

Sujeito no plural: Verbo no plural.


Parece simples quando pensamos em orações como “O rapaz comeu a maçã”. Porém, claro que as bancas pegarão um pouco mais pesado, adicionando adjuntos adnominais ao sujeito para confundir o candidato. Por exemplo, na expressão “Um grandioso jogo de palavras”, qual é o sujeito? Fácil, já que toda a expressão constitui um sujeito. O predicado começa a contar a partir do verbo.


Mas qual o núcleo do sujeito? O núcleo é a parte mais importante do sujeito, aquela que não é um artigo e tampouco um adjetivo ou locução adjetiva. Logo, o núcleo do sujeito é apenas a palavra “jogo”, e o verbo relacionado à oração deverá estar no singular para concordar com ele!


“Um grandioso jogo de palavras surgiu para combater o déspota”.


Uma das regras mais importantes de concordância é essa: Se tem sujeito, o verbo concorda com ele. Salvo em raríssimos casos a análise será diferente.


Mas preste atenção, por vezes o verbo pode estar bem distante do sujeito. Nesta oração, extraída de questão recente da FCC, pode-se observar este fato: “Padrões insustentáveis de consumo, degradação ambiental e desigualdade persistente, principalmente se observarmos os últimos anos, afeta as cidades.” Observe que o sujeito é composto (ligado pela conjunção E) e por isso, o verbo “afeta”, deveria estar no plural!


2. As expressões partitivas


Figurando entre os poucos casos facultativos de Concordância, estão as expressões partitivas. O que são elas? Ora, expressões que determinam a parte de um todo: A maioria, a minoria, a maior parte, a menor parte, grande parte, pequena parte. Quando sozinhas, o verbo fica no singular: “A maioria optou pela votação secreta”. No entanto, quando acompanhada de um substantivo no plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural: “A maioria dos participantes optou/optaram pela votação secreta. Isso também pode ocorrer quando o sujeito é um coletivo especificado.


Lembra-se do coletivo? O bando, o arquipélago, o enxame, o cardume etc. Então, se essas palavras vierem seguidas por determinantes no plural, também se pode optar por duas construções: “O bando de pássaros seguiu/seguiram seu rumo até o estado mais tropical do planeta”.



3. Os verbos impessoais


Como já citado antes: Se há sujeito, concorde com ele. Mas e quando não tem sujeito, o que fazemos com o verbo? Há dois casos bastante cobrados pelas bancas no que tange a esse tipo de colocação. A primeira relaciona-se ao verbo HAVER – queridíssimo de qualquer prova de Língua Portuguesa.


O que acontece é que esse verbo HAVER quando pode ser substituído pelas expressões “existir e ocorrer” não deve ir para o plural, deve ficar em 3° pessoa do singular (ele). Isso ocorre porque nessas construções, em que ele significa existir e ocorrer, não haverá sujeito.


Observe: “Havia várias novas ideias sobre o que se fazer naquele verão”./ Existiam várias novas ideias sobre o que se fazer naquele verão. (Viu como aqui ele pode ser facilmente trocado pelo existir?) Se você tentou encaixar o “existir” no lugar do haver e deu certo, nunca coloque o haver no plural. Deixe-o como se estivesse conjugando a pessoa verbal “ele”.


Em outros casos, quando o verbo haver indicar “ter”, ou seja, puder ser substituído pelo ter, faremos com que ele concorde com o sujeito. Veja: “A pessoa havia (tinha) ousado estar no local antes de que todos acordassem”. “As pessoas haviam (tinham) ousado estarem no local...”


É só uma questão de substituição! E se acaso houver uma construção em que o haver tanto tenha sentido de “existir” quanto de “ter”, sempre vá pelo primeiro sentido: existir.


É muito importante esclarecer que qualquer outro verbo além do haver tem sua conjugação normal. Logo, se os verbos utilizados forem o “existir” ou o “tornar” a conjugação será normal (Ele existe/Eles existem. Ele torna/Eles tornam). Esses verbos só servem de guia para sabermos se o verbo haver deve ir para o plural ou permanecer no singular.


Outro verbo impessoal bastante cobrado é o FAZER, mas esse também tem um uso bem simplório. Seguinte, se você vir uma oração que esteja começando com o verbo FAZER e fale de “tempo decorrido”, mantenha-o no singular. Assim: Faz um ano que não te vejo/ Faz dez anos que não te vejo. Viu só? Independente de o que vir à frente estar no singular ou plural, o verbo mantém sua forma singular.


Em qualquer outro caso, não significando tempo decorrido, o fazer é um verbo totalmente normal! Ele faz muitas coisas/ Eles fazem muitas coisas.


4. Às vezes o verbo vem antes do sujeito


Observe a oração a seguir: Após a escolha de uma obra pelos responsáveis pelo projeto, ocorreu reuniões em que os detentos espontaneamente expuseram seu ponto de vista.


Lembra que falamos antes que os verbos sempre concordam com seus sujeitos? Para saber quem é o sujeito, pergunto ao verbo: “O que/quem ocorreu?”. Se a resposta for um plural, naturalmente o verbo terá que concordar com ela! Logo, o correto seria: “ocorreram reuniões”.


5. Vende-se ou vendem-se?


As bancas adoram criar questões de concordância com verbos associados à partícula SE. Mas é bem fácil resolver isso. Se você vir a seguinte construção: verbo + SE + substantivo “vende-se casa”, tenha em mente que, se acaso casa virasse casas, o verbo concordaria com o plural. Logo “vendem-se casas”. Cuidado que às vezes o SE, por uma questão de colocação pronominal, aparece antes do verbo: “Não se vende casa./ Não se vendem casas.”


Porém, se a construção for: verbo + se + preposição (de, em, no, para, com) + o substantivo, aí tenha em mente que, independente de o substantivo estar no singular ou no plural, o verbo nunca vai ao plural. Veja:


Precisa-se de solução.

Precisa-se DE soluções.

Verbo + se + preposição


Não se trata DE soluções.

Se + verbo + preposição


Veja que, ainda que o substantivo esteja no plural, o verbo manteve sua forma singular.



6. Os verbos que ganham grafias diferentes no plural


Observe as duas orações a seguir extraídas de questões recentes da FCC:


Nem todos os armários contém livros; alguns só armazenam papéis avulsos.

Diversas iniciativas de edições colaborativas compõe um cenário novo no mercado editorial.


Ainda que a concordância entre singulares e plurais pareça toda certinha, existem pequenos erros que comprometerão toda a alternativa. Alguns verbos, por terem a mesma sonoridade no singular e no plural, recebem acentos para que, na escrita, possam ser melhor interpretados.


São os seguintes:

  • Verbo TER – Ele tem/eles têm

  • Verbo VIR: Ele vem/eles vêm

  • Verbo Manter: Ele mantém/Eles mantêm

  • Verbo Deter: Ele detém/eles detêm

  • Verbo Conter: Ele contém/eles contêm

  • Verbo pôr e seus derivados: Ele põe/eles põem. Ele compõe/eles compõem.


7. Os sujeitos oracionais


Muitas vezes o sujeito é toda uma oração, como no caso a seguir:


Entregar as licenças para os gerenciadores, sem dúvidas, torna-se o papel mais importante do senado nesse momento.


Veja que é possível continuar perguntando para o verbo: “O que ou quem torna-se?”, mas nesse caso, o sujeito é toda a oração “entregar as licenças para os gerenciadores”.


Quando perceber que o sujeito é oracional, mantenha o verbo sempre no singular!


Esses são, sem dúvidas, as maiores cobranças de concursos em relação à Concordância verbal.


Aproveitem e bons estudos!

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Bons estudos!

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