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Tudo O Que Você Precisa Saber Sobre Mapas Mentais

Atualizado: Mai 4



Quando se começa a estudar para concursos, percebe-se que entender os conteúdos vai muito além do que tínhamos que fazer na época da escola. Se a ideia era apenas estudar na véspera e não ficar de recuperação por meio da decoreba, no âmbito dos concursos é bem diferente. São muitos conteúdos a serem aprendidos, apreendidos e processados em pouco tempo.


Porém, nesse mundo, como você já deve ter percebido, existem vários recursos que podem ser usados em benefício do aprendizado: Vídeos, resumos, músicas e mapas mentais. Já ouviu falar nesse último? Se não ouviu, vem com a gente! E se ouviu, descubra o que os mapas mentais podem fazer por você e seus estudos.



Por que parece tão difícil reter informações?


Na verdade, o que dificulta o processo é a forma como encaramos o aprendizado. O psiquiatra Willian Glasser, conhecido por diversos estudos a respeito de saúde mental e comportamento humano, em seus estudos, determinou que existem níveis diversos de retenção de informações. E esses níveis estão associados com a forma como buscamos tais informações.

Para entender melhor, observe abaixo a “pirâmide do aprendizado” de Glasser, ela elucida bastante a relação método x aprendizagem.



Observe que a nossa leitura cotidiana – a forma de aprendizado eleita por muitos, retém apenas 10% do que é analisado. Enquanto que os demais métodos, como ver, escutar, escrever, interpretar e demonstrar retêm muito mais informações!


Observe agora a base da pirâmide. Veja que quando você explica, resume, ilustra ou estrutura, consegue absorver até 95% da informação.


E o que se pode fazer para chegar a tanto aproveitamento assim?


Duas grandes possibilidades. A primeira consiste em tentar explicar para alguém o que entendeu... Na falta de um bom ouvinte, explique para si mesmo! Isso, vá em frente ao espelho e aja como se fosse professor de sua própria imagem.


E a segunda possibilidade é confeccionar mapas mentais. Veja bem, é menos eficaz buscá-los prontos, o ideal é você mesmo organizar. Os mapas são visuais, resumidos e, quando feitos pelo próprio estudante, trazem informações certeiras sobre suas necessidades. Veja que interessante, a confecção de um mapa mental vai envolver todos os aspectos contidos na base da pirâmide de Glasser: Estruturar, definir, elaborar, resumir e ilustrar. Por isso eles são tão certeiros.


Os mapas mentais foram desenvolvidos por um professor popular na década de 70 chamado de Tony Buzan, que tentou, primeiramente, observar como nossa mente funcionava em relação ao aprendizado, e aí sim chegou a essa maravilha, que objetiva estruturar as informações por meio de imagens, pequenos conceitos e ramificações. Buzan acreditou que os mapas estavam sincronizados como a linguagem do nosso cérebro, uma vez que ambos atuam por meio das conexões. No caso da mente, conexões neurais; nos mapas, conexões estruturais.


Mas, como desenvolver um mapa mental?


Agora que já entendemos como funciona e por que funciona, vamos à prática! O que você vai precisar para elaborar o seu mapa? Bom, se a ideia for criar à mão, o ideal é ter folhas de sulfite, canetas coloridas e o conteúdo que deseja mapear (o ideal é que já tenha estruturado quais são os pontos mais importantes deste).


Também é possível fazer por meio de softwares específicos para a construção de mapas, como o Coogle, o Bubblus, o Freemind, o Mindmeister – que pode ser usado em diversas plataformas e outros.



O que deve contar no mapa mental?


Um mapa eficiente, seja feito à mão ou por meio de softwares, precisa conter:


  • Uma ideia central: Este é o tema do mapa, que será escrito de forma bem grande no centro da folha. Desenhe o tema no formato horizontal, para poder fazer as ramificações com bastante espaço.

  • As ramificações: Partindo do tema, que você desenhou anteriormente, crie os principais conceitos associados a ele. Mais ou menos assim: O tema é MMC/MDC, partindo dele defina quando um ou outro mecanismo deve ser usado (interpretação). A partir desses dois mecanismos, continue construindo as ramificações, sempre observando que o que é mais importante (informações primárias) deve vir primeiro. São as informações primárias que puxarão novos galhos.


Eis aqui um mapa em branco, para se ter uma ideia melhor acerca do tema e das ramificações.



  • Imagens-chave ou palavras-chave: Observe que no mapa sobre MMC/MDC o autor utilizou-se de desenhos de carros e outros para representar o que cada regra principal determinava. Na falta de imagens que se associem, pode usar palavras mesmo. O importante é criar meios/estratégias que te façam lembrar facilmente daquela regra, sintetizando-a.

  • Use as cores em seu benefício: Um mapa eficiente deve ser colorido. Ali em cima, falamos sobre o criador dos mapas, que associou a mente humana a essa ferramenta de aprendizado. Se a ideia é se parecer com nossa mente, lembre-se de que ela não é de apenas uma cor. Nosso cérebro trabalha mais facilmente com cores e seu entendimento será mais amplo se conseguir colocar cada uma das ramificações mais importantes de uma cor diferente.


Em que momentos posso usar o mapa mental?


Em todos os que julgar mais complicados de se entender! Sabe aquele assunto cujas regras são constantemente esquecidas, mesmo que você leia várias vezes? Então, nesse caso o mapa é uma ótima estratégia! Mas pode usá-lo para qualquer disciplina, para resumir livros, filmes, enfim... Os mapas estão aí para provar que a melhor forma de aprender é estruturar as informações por meio da interpretação e sintetização pessoal.


Conhecido o método e a prática organizacional dos mapas, utilize-os para fazer revisões com mais praticidade, resolver exercícios e estudar com mais facilidade e retenção de informações!


Bons estudos!

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